Um erro na hora de digitar o número na urna eletrônica levou centenas de milhares de eleitores a anularem os próprios votos para governador nas eleições de 2026. Em diferentes estados, eleitores escolheram números associados a partidos, mas que não correspondiam aos candidatos que disputavam o governo.
No Rio de Janeiro, mais de 204 mil eleitores digitaram o número 13 para governador. A numeração pertence ao PT, que não lançou candidatura própria ao Palácio Guanabara e apoiou Eduardo Paes (PSD), que concorreu com o número 55. Os votos registrados no 13 representaram cerca de 30% dos 675 mil votos nulos para governador no estado.
No Distrito Federal, a situação foi semelhante. Ao todo, 26.603 eleitores digitaram o número 22 para governador. A numeração estava associada ao PL, enquanto a candidata apoiada pela legenda, Celina Leão (PP), disputou a eleição com o número 11. Como não havia candidatura ao governo registrada com o 22, os votos foram considerados nulos.
O resultado no Distrito Federal ganhou ainda mais destaque devido à pequena diferença registrada no primeiro turno. Celina Leão terminou com 49,93% dos votos válidos e ficou a 168 votos da maioria necessária para vencer a disputa sem segundo turno. Segundo levantamento da CNN, seriam necessários mais 335 votos válidos para que ela ultrapassasse a marca de 50%.
Os episódios mostram que a confusão ocorreu entre eleitores de diferentes grupos políticos. No Rio de Janeiro, o número 13 resultou em votos nulos; no Distrito Federal, o mesmo aconteceu com o número 22.
Para o cargo de governador, não existe voto de legenda. O eleitor precisa escolher o número de uma candidatura específica. Quando é digitado um número que não corresponde a nenhum candidato ao cargo, o voto é automaticamente registrado como nulo.
A regra vale para todos os partidos: digitar apenas o número da legenda não direciona o voto ao candidato apoiado pela sigla.