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Após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, candidatos que ficaram fora da disputa começam a se posicionar sobre o segundo turno, marcado para 25 de outubro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Terceiro colocado, Augusto Cury (Avante) afirmou que pretende permanecer em silêncio durante a nova etapa da eleição. Ele declarou que ninguém está autorizado a anunciar apoio a qualquer um dos dois candidatos em seu nome ou em nome de sua campanha.

Cury recebeu cerca de 3,44 milhões de votos, correspondentes a 2,89% dos votos válidos. Após o resultado, também afirmou que pretende deixar a política partidária, embora tenha ressalvado que não descarta completamente uma mudança de decisão no futuro.

Durante a campanha, o candidato defendeu a redução da polarização política. Em manifestação após o primeiro turno, pediu que Lula e Flávio considerem propostas apresentadas por sua candidatura e defendeu maior diálogo entre grupos políticos de diferentes posições.

Renan Santos descarta apoio

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O quarto colocado, Renan Santos (Missão), também declarou que não pretende apoiar nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno.

Renan recebeu aproximadamente 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos. Em uma transmissão após o resultado, afirmou que seus eleitores devem decidir livremente como votar no dia 25 de outubro.

PSD libera diretórios para escolher apoio

Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado, recebeu cerca de 2,60 milhões de votos, ou 2,18% dos votos válidos. Após o resultado, afirmou que ainda discutiria a posição com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.

Em nota, Kassab informou que os diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes do PSD terão liberdade para definir seus posicionamentos no segundo turno. A decisão considera a diversidade de alianças construídas pelo partido nos diferentes estados.

Somados, os votos de Renan Santos e Ronaldo Caiado chegam a aproximadamente 5,2 milhões, número superior à diferença registrada entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Com isso, as manifestações dos candidatos derrotados e as decisões partidárias passam a fazer parte da movimentação política que antecede a votação de 25 de outubro.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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