Mato Grosso encerrou setembro com um resultado ambiental que chama atenção depois de anos em que incêndios e queimadas colocaram o estado no centro das preocupações durante o período de seca.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram redução de aproximadamente 82% no número de focos de calor registrados no estado.
O resultado representa o menor volume para um mês de setembro desde 1998, quando teve início a série histórica utilizada pelo Inpe.
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A redução é significativa especialmente porque setembro costuma estar entre os meses mais críticos para incêndios florestais em Mato Grosso.
Vegetação seca, altas temperaturas e baixa umidade criam condições favoráveis para a rápida propagação do fogo, principalmente no Cerrado e no Pantanal.
A diminuição dos focos reduz a pressão sobre áreas naturais e também traz impacto direto para a população. Em períodos de queimadas intensas, a fumaça pode piorar a qualidade do ar e aumentar problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
Mesmo com o resultado positivo, o acompanhamento precisa continuar, já que o comportamento dos incêndios varia conforme condições climáticas, ação humana e fiscalização.