O Wi-Fi está presente em grande parte dos lares brasileiros e ocupa a segunda posição entre os itens de infraestrutura mais comuns nos domicílios do país, atrás apenas dos celulares, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar de fazer parte da rotina, a conexão sem fio pode sofrer interferências que prejudicam a velocidade e a estabilidade da internet. E alguns dos obstáculos podem estar dentro da própria casa.
Segundo o professor Fernando Leonid, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), os fatores que interferem no Wi-Fi podem ser semelhantes em residências e empresas, embora a intensidade varie de acordo com o ambiente.
Nas casas, as redes costumam utilizar principalmente as frequências de 2,4 GHz e 5 GHz. Quando vários aparelhos estão conectados ao mesmo tempo, pode ocorrer maior disputa pelo sinal, contribuindo para a lentidão da conexão.
Além dos equipamentos, até mesmo pessoas podem interferir na propagação do sinal. Isso acontece porque o corpo humano possui grande quantidade de água, que pode absorver e atenuar as ondas utilizadas pelo Wi-Fi.
O professor Laerte Peotta de Melo, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), compara o funcionamento da rede a uma conversa em grupo: quando muitas pessoas tentam falar simultaneamente, a comunicação fica mais difícil.
Na prática, paredes, móveis, outros aparelhos eletrônicos e a quantidade de dispositivos conectados também podem influenciar a qualidade do sinal. Por isso, a posição do roteador e a organização da rede podem fazer diferença na experiência de navegação.