O Brasil solicitou oficialmente à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) a validação da eliminação da hepatite B por transmissão vertical — de mãe para filho — como problema de saúde pública. O pedido foi apresentado na terça-feira (28), durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para embasar a solicitação, o Ministério da Saúde entregou um dossiê aos dirigentes da OMS e da OPAS, Tedros Adhanom Ghebreyesus e Jarbas Barbosa, demonstrando que o país atingiu, por dois anos consecutivos, o critério internacional exigido para a certificação: menos de 0,1% das crianças de até cinco anos com infecção ativa pelo vírus da hepatite B.
Caso o reconhecimento seja aprovado, o Brasil se tornará o primeiro país das Américas a obter a certificação oficial da eliminação da transmissão vertical da doença.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o resultado representa décadas de trabalho no combate às hepatites virais e reforça a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de monitorar e prevenir a transmissão da doença. A entrega do relatório ocorreu no Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, durante evento promovido pelo governo brasileiro em parceria com a OMS.