A mais nova pesquisa Quaest sobre a corrida ao governo do Ceará, divulgada nesta quinta-feira (30), mostra Ciro Gomes (PSDB) na liderança isolada, com 43% das intenções de voto, contra 33% do atual governador Elmano de Freitas (PT). O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.002 eleitores entre os dias 24 e 28 de julho e tem margem de erro de três pontos percentuais.
O cenário testado no primeiro turno incluiu sete pré-candidatos, mas nenhum dos demais alcançou mais de 3% — Eduardo Girão (Novo) aparece com esse percentual, enquanto Jarir Pereira (PSOL) marca 1%. Os outros nomes não pontuaram. Os indecisos somam 13%, e 7% disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam. Apesar da vantagem de Ciro, a pesquisa revela que 48% dos eleitores ainda podem mudar de voto, contra 51% que consideram a escolha definitiva.
A rejeição também é um fator de peso na disputa. Ciro Gomes e Eduardo Girão dividem o topo com 32% de rejeição cada, enquanto Elmano de Freitas aparece com 39% — o maior índice entre os candidatos testados. Os demais nomes têm rejeição bem menor, mas também são menos conhecidos do eleitorado.
No cenário de segundo turno simulado entre Ciro e Elmano, o tucano mantém a dianteira com 48% das intenções de voto, contra 35% do petista. Os indecisos somam 10%, e 7% optariam por branco ou nulo. Em relação à pesquisa anterior, de abril, Ciro oscilou dois pontos para cima, enquanto Elmano se manteve estável.
A pesquisa também avaliou a gestão do governo estadual. A aprovação de Elmano de Freitas é de 52%, praticamente estável em relação a abril. A avaliação positiva do governo é de 37%, a regular de 34% e a negativa de 23% — esta última subiu quatro pontos desde a última medição. Quando perguntados se o governador merece ser reeleito, 51% disseram que sim, mesmo percentual de abril.
Entre os problemas apontados pelos cearenses como mais urgentes, a violência lidera com folga: 53% das menções. A saúde aparece em segundo lugar, com 18%, seguida por desemprego (4%), educação (3%) e pobreza (3%). Os dados mostram que a segurança pública deve ser um dos temas centrais da campanha no estado.