O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, publicou uma mensagem em alusão ao Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado anualmente em 25 de julho, data que também marca o Dia Nacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
A data foi instituída em Mato Grosso por meio da Lei Estadual nº 11.577/2021, de autoria do próprio parlamentar, que destaca a importância de reconhecer a trajetória de uma das maiores lideranças da resistência negra no Brasil e de reafirmar o compromisso com a igualdade racial e a valorização da cultura afro-brasileira.
Tereza de Benguela viveu no século XVIII e liderou o Quilombo do Quariterê, também conhecido como Quilombo do Piolho, localizado entre o rio Guaporé e a região que hoje corresponde a Mato Grosso. Após a morte de José Piolho, fundador da comunidade, ela assumiu o comando e passou a ser conhecida como Rainha Tereza.
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Sob sua liderança, o quilombo tornou-se uma comunidade organizada, formada por negros e indígenas que fugiam da escravidão, com produção agrícola, comércio, organização coletiva e um sistema de defesa que sustentou a resistência por cerca de duas décadas, até ser destruído pelas tropas da Coroa Portuguesa em 1770. Em 2014, o Brasil reconheceu oficialmente essa trajetória com a Lei Federal nº 12.987, que instituiu o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Na mensagem, Russi afirma que a lei estadual que propôs busca incorporar esse reconhecimento ao calendário oficial de Mato Grosso e reafirmar o compromisso do estado com a preservação da memória histórica e a valorização da contribuição da população negra para a formação da identidade mato-grossense.
O parlamentar cita ainda outras iniciativas aprovadas nos últimos anos, como a declaração de utilidade pública do Grucon — entidade que há mais de quatro décadas atua na promoção da igualdade racial — e a criação do Fundo Estadual de Promoção da Igualdade Racial, instrumento voltado ao fortalecimento de políticas públicas destinadas à população negra, aos povos indígenas e a outros grupos em situação de vulnerabilidade.
Para o presidente da ALMT, celebrar a data é também uma oportunidade para que escolas, instituições públicas e a sociedade reflitam sobre o combate ao racismo, a valorização da diversidade e a importância da representatividade na construção de um futuro mais justo e igualitário.