A Copa do Mundo de 2026 ficou marcada não apenas pelo título conquistado pela Espanha, mas também pelos efeitos da crise climática sobre o torneio. Ao longo da competição, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, altas temperaturas, umidade elevada, tempestades e fumaça de incêndios florestais afetaram partidas e levantaram preocupações sobre a segurança de atletas e torcedores.
Durante os jogos, equipes precisaram recorrer com frequência às pausas para hidratação, enquanto alguns estádios mantiveram seus tetos fechados para amenizar o calor. Em outras ocasiões, tempestades provocaram atrasos e interrupções nas partidas, e a fumaça de incêndios florestais levou à emissão de alertas sobre a qualidade do ar na região da final, em Nova York/Nova Jersey.
Além dos impactos climáticos, especialistas apontam que esta foi a Copa do Mundo com a maior pegada de carbono da história. A ampliação do torneio de 32 para 48 seleções e as grandes distâncias entre as sedes aumentaram significativamente o número de deslocamentos de equipes, torcedores e delegações.
Outro ponto que gerou debate foi o patrocínio da FIFA pela Aramco, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo. Estimativas indicam que a parceria pode estar associada à emissão adicional de cerca de 34,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e).
Os acontecimentos reforçaram os desafios enfrentados pelo esporte diante das mudanças climáticas e ampliaram as discussões sobre a necessidade de reduzir os impactos ambientais de grandes eventos esportivos.