Um fóssil de cobra encontrado no interior de São Paulo pode trazer novas respostas sobre a origem das serpentes. A descoberta, feita em uma pedreira de Presidente Prudente, indica que os primeiros representantes do grupo podem ter evoluído em ambientes subterrâneos, contribuindo para um antigo debate científico sobre a evolução desses animais.
Batizada de Tametara mirim, a espécie é o primeiro fóssil de cobra articulado encontrado no Brasil. Os ossos foram preservados em uma rocha do período Cretáceo Superior, com idade estimada entre 85 e 75 milhões de anos.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Princeton (Estados Unidos), da Universidade de Helsinque (Finlândia) e da Universidade de São Paulo (USP). A análise identificou características anatômicas compatíveis com um estilo de vida subterrâneo, reforçando a hipótese de que as primeiras serpentes viviam sob a terra.
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature, uma das mais prestigiadas do mundo, ampliando a importância da descoberta para a paleontologia e para a compreensão da evolução das serpentes.