O padre Françoá Costa, responsável pela Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), afirmou que continuará celebrando missas e administrando os sacramentos mesmo após ter sido excomungado por decisão do Vaticano. A sanção foi aplicada em razão de sua vinculação à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo tradicionalista que mantém uma relação irregular com a Igreja Católica.
Em manifestação pública, o sacerdote declarou que não reconhece a validade da excomunhão e sustenta que a punição é juridicamente nula. Segundo ele, sua atuação sacerdotal permanece legítima e, por isso, as celebrações religiosas na capela continuarão normalmente.
A Arquidiocese de Brasília, por outro lado, reafirmou que o padre não possui autorização para exercer o ministério em comunhão com a Igreja Católica. Em nota, informou que as celebrações realizadas na Capela Santo Atanásio não são reconhecidas pela autoridade eclesiástica local e orientou os fiéis a não participarem das atividades promovidas pelo religioso.
A arquidiocese também destacou que a medida segue as determinações da Santa Sé e reforçou que os católicos devem buscar os sacramentos em paróquias e comunidades que estejam em plena comunhão com a Igreja.
O caso reacende o debate sobre a situação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. Embora o grupo mantenha a celebração da missa segundo o rito tradicional em latim, sua relação com o Vaticano é marcada por décadas de divergências doutrinárias e disciplinares.
Enquanto o padre insiste em manter suas atividades religiosas, a orientação oficial da Arquidiocese permanece para que os fiéis não frequentem as celebrações realizadas na capela, até que a situação canônica seja regularizada.