Maior produtor de algodão do Brasil, Mato Grosso iniciou a colheita da safra 2025/2026 em um cenário marcado por desafios climáticos. As chuvas registradas nas últimas semanas de junho, combinadas com a chegada de uma massa de ar frio, atrasaram o início dos trabalhos em diversas regiões produtoras. Apesar disso, produtores e entidades do setor mantêm uma avaliação positiva sobre o desenvolvimento das lavouras e acreditam que o ritmo da colheita deve aumentar ao longo de julho.
De acordo com levantamentos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço inicial da colheita ficou abaixo da média histórica para o período. As precipitações elevaram a umidade da fibra, dificultando a entrada das máquinas nas lavouras e levando muitos produtores a adiar o início da operação para preservar a qualidade do algodão.
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O algodão é uma das culturas de maior valor agregado do agronegócio mato-grossense. Além de abastecer a indústria têxtil brasileira, a produção do estado é exportada para diversos mercados internacionais, contribuindo significativamente para a geração de divisas e empregos.
Mesmo diante do atraso, técnicos afirmam que as lavouras apresentam bom desenvolvimento fitossanitário. Durante o ciclo da cultura, os produtores realizaram o manejo necessário para controlar pragas e doenças, favorecendo a expectativa de uma safra de qualidade.
Outro fator acompanhado de perto é a logística. Com o início da colheita do milho de segunda safra e a intensificação do transporte de grãos, cresce a demanda por caminhões, armazéns e estrutura de escoamento. Especialistas alertam que o aumento da procura por fretes pode elevar os custos para os produtores durante este período.
Apesar dos desafios climáticos, a Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) avalia que o cenário permanece favorável. A expectativa é que, com a redução das chuvas e o retorno do tempo firme, as colheitadeiras consigam acelerar os trabalhos, permitindo que a safra avance dentro de um cronograma considerado satisfatório.
O desempenho da cultura também é acompanhado pelo mercado internacional. O Brasil ocupa posição de destaque entre os maiores exportadores mundiais de algodão, e Mato Grosso responde por uma parcela expressiva dessa produção. A manutenção da qualidade da fibra é considerada essencial para preservar a competitividade do produto brasileiro nos mercados externos.
Economistas destacam que a cotonicultura movimenta uma ampla cadeia produtiva, envolvendo fornecedores de sementes, defensivos, fertilizantes, máquinas agrícolas, transporte, beneficiamento e indústria têxtil. Dessa forma, o desempenho da safra influencia diretamente a economia de dezenas de municípios mato-grossenses.
Os próximos boletins do Imea deverão indicar a evolução da colheita e confirmar se as condições climáticas permitirão a recuperação do ritmo das operações. A expectativa do setor é encerrar a safra com bons índices de produtividade e qualidade, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da produção de algodão.