Um ex-funcionário público da cidade de Nanjing, na China, foi condenado à pena de morte por um tribunal da província de Jiangsu após ser considerado culpado por um esquema bilionário de corrupção. A sentença foi anunciada na segunda-feira (6) e está entre as mais severas aplicadas pelo país nos últimos anos para crimes dessa natureza.
Yang Youlin, de 69 anos, foi condenado pelos crimes de peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro. De acordo com a Justiça chinesa, ele recebeu mais de 2,2 bilhões de yuans em subornos, valor equivalente a cerca de R$ 1,6 bilhão, ao longo de aproximadamente 30 anos de atuação no serviço público.
Segundo o tribunal, Yang utilizou sua posição para favorecer empresas e intermediários em contratos de engenharia, operações comerciais, transferências de terras e negociações financeiras, recebendo pagamentos ilegais em troca dos benefícios concedidos.
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Durante o julgamento, o ex-funcionário confessou os crimes e afirmou estar arrependido. Além da condenação à morte, o Tribunal Popular Intermediário de Changzhou determinou a cassação definitiva de seus direitos políticos e o confisco de todos os seus bens, com o objetivo de recuperar parte dos recursos obtidos de forma ilícita.
O caso faz parte da ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping, que intensificou o combate a crimes envolvendo agentes públicos e altos integrantes do governo chinês. Nos últimos meses, outras autoridades também receberam punições severas. Em maio, os ex-ministros da Defesa Wei Fenghe e Li Shangfu foram condenados à morte por corrupção, mas com suspensão condicional da pena, o que permite a conversão da sentença em prisão perpétua caso não cometam novos crimes durante o período estabelecido pela Justiça.
A condenação de Yang reforça a política rigorosa adotada pelas autoridades chinesas no enfrentamento à corrupção, considerada uma das prioridades do governo nos últimos anos.