A Mata Cascalheira Ecoturismo, em Três Lagoas, não é apenas um destino de lazer. O espaço nasceu de uma história pessoal: foi fundado por Diógenes, pai de uma criança autista, que decidiu transformar a própria vivência em um projeto de acolhimento, natureza e inclusão. Hoje, o local reúne parque sensorial, trilhas ecológicas, praia de água doce, pesca, atividades ao ar livre e espaços de convivência familiar, além da gastronomia regional com comida afetiva e churrasco preparado no fogo de chão.
Foi essa experiência que o candidato a deputado estadual Marquinhos Garcia, conheceu de perto durante agenda em Três Lagoas. Mais do que um destino turístico, o espaço despertou no candidato uma proposta que pretende defender na Assembleia Legislativa: a criação do Programa Parque Eco Sensorial 67, destinado à implantação de espaços públicos inclusivos e acessíveis nos municípios de Mato Grosso do Sul, com atenção especial às crianças neurodivergentes, incluindo autistas, crianças com TDAH, deficiência intelectual e alterações no processamento sensorial.
“Aqui encontramos natureza, acolhimento, convivência e estímulos que podem contribuir para o desenvolvimento das crianças. Quero levar esse conceito para outras cidades de Mato Grosso do Sul, criando espaços públicos onde todas as crianças possam brincar, aprender, explorar os sentidos e conviver com respeito às suas particularidades”, afirmou Marquinhos.
Como pai de uma criança autista, Diógenes vivencia de perto os desafios e as conquistas da inclusão. Foi dessa vivência que nasceu o parque sensorial da Mata Cascalheira, um ambiente planejado para que todas as crianças possam explorar os sentidos, movimentar-se e conviver com respeito às suas particularidades. A experiência mostra que iniciativas locais, nascidas de histórias reais, podem inspirar políticas públicas para todo o Estado.
Os Parques Eco Sensoriais 67 poderão contar com trilhas acessíveis, jardins de aromas e texturas, caminhos táteis, brinquedos inclusivos, espaços de movimento e equilíbrio, atividades com água, areia e elementos naturais, áreas de descanso e regulação sensorial, hortas educativas e ambientes para convivência das famílias. As atividades deverão ser planejadas de forma intencional, com a participação de profissionais da educação, saúde, arquitetura, acessibilidade e desenvolvimento infantil, além da escuta das próprias famílias e das pessoas com deficiência.
O contato orientado com a natureza e as experiências multissensoriais podem favorecer a atenção, a coordenação motora, a interação social, a autorregulação e o bem-estar, em linha com as orientações da Organização Mundial da Saúde, do UNICEF e da ONU-Habitat, que defendem parques seguros, acessíveis e conectados à natureza. Professor universitário e ex-coordenador do curso de Direito da UEMS em Paranaíba, Marquinhos pretende transformar a proposta em uma das bandeiras de seu mandato, com emendas para projetos-piloto e parcerias entre Governo do Estado, prefeituras, universidades e iniciativa privada, começando pelos municípios-polo.
“Inclusão não pode existir apenas no discurso. Ela precisa estar nas escolas, nas praças, nos parques e em todos os lugares onde a vida acontece. Cuidar da criança também significa acolher sua família e cuidar de quem cuida”, destacou Marquinhos.
O Parque Eco Sensorial 67 integra os compromissos da Rede de Apoio Atípica, presente no programa de propostas do candidato, e conecta dois pilares de sua candidatura: Família como Base e Educação como Meta. A visita à Mata Cascalheira mostrou que Mato Grosso do Sul possui experiências capazes de inspirar políticas públicas humanas e inovadoras. Para Marquinhos, é possível transformar boas iniciativas locais, como a de Diógenes, em modelos de inclusão que cheguem a todo o Estado.