Lideranças do setor agropecuário têm alertado integrantes do governo federal sobre os possíveis impactos das novas regras para o uso de antimicrobianos na produção animal. A preocupação é de que as mudanças, previstas para entrar em vigor em 3 de setembro, possam provocar aumento no preço da carne, especialmente da carne de frango, a proteína mais consumida pelos brasileiros.
De acordo com representantes do agronegócio, a adoção das novas exigências pode gerar um acréscimo de até R$ 0,15 por quilo da carne de frango, caso não haja um acordo entre produtores, o governo brasileiro e a União Europeia. O receio é que o custo adicional seja repassado ao consumidor, pressionando a inflação dos alimentos em um período próximo às eleições nacionais.
As novas medidas foram publicadas pelo Ministério da Agricultura na última sexta-feira (3) e atendem às exigências da União Europeia para a manutenção das exportações brasileiras de carne ao bloco. As regras tratam do uso de antimicrobianos na produção pecuária, tema que vem sendo discutido internacionalmente devido à resistência bacteriana e aos padrões sanitários adotados pelos países importadores.
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Nos bastidores, integrantes do governo têm buscado negociar com representantes da União Europeia alternativas que reduzam os impactos das restrições. O objetivo é preservar a competitividade da carne brasileira no mercado internacional sem comprometer a cadeia produtiva e os preços no mercado interno.
O setor produtivo avalia que a utilização de antimicrobianos já é regulamentada no comércio exterior e defende uma solução negociada que permita atender às exigências internacionais sem elevar significativamente os custos de produção.