A proximidade da próxima Copa do Mundo está aquecendo o mercado esportivo brasileiro e provocando uma verdadeira corrida dos torcedores em busca da camisa oficial da seleção brasileira. Desde o lançamento do novo uniforme, em 13 de março, até o dia 2 de junho, foram comercializadas cerca de 915 mil unidades em vendas online, movimentando aproximadamente R$ 382 milhões.
Os dados são de um levantamento realizado pela Confi com base em informações da plataforma Neotrust. O estudo aponta que cada camisa foi vendida por um preço médio de R$ 417,50, demonstrando o forte apelo da marca da seleção junto aos consumidores brasileiros.
O desempenho reforça a força do futebol como um dos principais motores de consumo no país, especialmente em períodos que antecedem grandes competições internacionais.
Mercado de camisas de futebol dispara
O impacto não ficou restrito aos uniformes da seleção. Impulsionada pelo clima de Copa do Mundo, toda a categoria de camisas de futebol apresentou crescimento expressivo em 2026.
Entre 1º de janeiro e 2 de junho, o segmento movimentou R$ 1,2 bilhão em faturamento, representando uma alta de 80,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
O volume de vendas também registrou avanço significativo. Foram comercializadas mais de 4,05 milhões de unidades de camisas de clubes e seleções, crescimento de 69,1% em relação a 2025. O preço médio dos produtos vendidos ficou em R$ 295,90.
Especialistas apontam que a combinação entre a expectativa pela Copa do Mundo, lançamentos de novos uniformes e o fortalecimento do comércio eletrônico ajudou a impulsionar os resultados do setor.
Homens lideram consumo
De acordo com o CEO da Confi, Pedro Chiamulera, os homens continuam sendo os principais consumidores de camisas de futebol no Brasil.
Eles representam 78,2% das compras realizadas no período analisado, enquanto as mulheres respondem por 21,8% das aquisições.
A faixa etária mais presente nas compras está entre 25 e 44 anos, público que reúne tanto torcedores tradicionais quanto consumidores habituados às compras digitais.
Sudeste concentra maior parte das vendas
O levantamento também mostra uma forte concentração regional das vendas no Sudeste, que respondeu por 65,9% de todo o faturamento da categoria.
A região movimentou cerca de R$ 790,5 milhões, registrando crescimento de 80,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado acompanha a maior concentração populacional do país e o elevado volume de compras realizadas por meio do comércio eletrônico nos estados da região.
Expectativa de crescimento até a Copa
A tendência é que as vendas continuem aceleradas nos próximos meses, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo e o aumento das campanhas promocionais realizadas por fabricantes, clubes e varejistas.
Historicamente, eventos esportivos de grande porte impulsionam significativamente a comercialização de produtos licenciados, especialmente uniformes oficiais, que se tornam símbolos de apoio às equipes e seleções.
Caso o ritmo atual seja mantido, o setor pode encerrar o ano com novos recordes de faturamento e volume de vendas, consolidando o futebol como um dos principais motores da indústria esportiva brasileira.