O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a segurança deve ser negada aos “inimigos” do país, tanto internos quanto externos, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A afirmação foi feita em comunicado oficial divulgado na sexta-feira (20), marcando uma postura mais rígida desde sua ascensão ao poder.
Khamenei assumiu o comando do país após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque atribuído a Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, o novo líder ainda não fez aparições públicas, aumentando a tensão e especulações sobre os rumos políticos e militares do regime iraniano.
No comunicado, Mojtaba também prestou condolências ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, que teria sido morto em um ataque israelense na última terça-feira (17). Segundo ele, a perda deve ser compensada com “esforços redobrados” por parte das forças de inteligência do país.
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A ofensiva israelense também teria atingido outras figuras-chave do aparato de segurança iraniano. Entre as baixas confirmadas estão Ali Larijani e Gholamreza Soleimani, ampliando o impacto estratégico das ações militares.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques têm se intensificado. Segundo ele, as operações visam desarticular estruturas de comando e inteligência do Irã. “A intensidade dos ataques no Irã está aumentando”, declarou.
Especialistas avaliam que o discurso mais agressivo de Mojtaba Khamenei indica uma possível escalada ainda maior do conflito, com riscos de ampliação regional. A combinação entre perdas significativas na liderança iraniana e o endurecimento da retórica oficial aumenta a preocupação da comunidade internacional com a estabilidade no Oriente Médio.