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EUA retiram diplomatas da Arábia Saudita após escalada militar entre Irã, Israel e Washington

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Os Estados Unidos ordenaram neste domingo (8) a retirada de funcionários diplomáticos considerados não essenciais e de seus familiares da Arábia Saudita, diante do aumento dos riscos de segurança provocados pela escalada do conflito no Oriente Médio.

Em comunicado oficial, o Departamento de Estado norte-americano informou que a decisão foi tomada após avaliações de segurança que indicam possível ampliação dos ataques iranianos contra interesses dos EUA e de aliados na região.

Segundo a nota, a orientação determina que todo o pessoal não essencial do governo norte-americano deixe o território saudita, enquanto as equipes diplomáticas essenciais permanecem no país para manter as operações mínimas da embaixada.

A medida ocorre porque a Arábia Saudita passou a ser considerada um dos potenciais alvos da retaliação iraniana após os recentes bombardeios conduzidos por forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Ataque que iniciou a escalada

O atual ciclo de confrontos começou em 28 de fevereiro, quando forças militares de Washington e Tel Aviv realizaram uma ofensiva contra instalações iranianas. Durante os ataques, foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989 e principal autoridade política e religiosa do país.

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A morte do líder provocou forte reação em Teerã e desencadeou uma série de ataques de retaliação do Irã contra alvos estratégicos de Israel e instalações militares ligadas aos Estados Unidos na região.

Segundo autoridades internacionais, os ataques iranianos atingiram ou tiveram como alvo bases militares, infraestruturas energéticas e posições estratégicas em diversos países do Oriente Médio.

Entre os países citados estão:

  • Arábia Saudita

  • Bahrein

  • Emirados Árabes Unidos

  • Catar

  • Kuwait

  • Líbano

  • Jordânia

  • Omã

  • Iraque

Também foram relatados incidentes envolvendo projéteis ou sistemas de defesa acionados em territórios próximos ao conflito, como Chipre e Turquia, ampliando o clima de tensão regional.

Novo líder supremo do Irã

Em meio à crise, o sistema político iraniano anunciou neste domingo a escolha do novo líder supremo do país. O cargo foi assumido por Mojtaba Khamenei, filho do antigo aiatolá.

De acordo com comunicado da Assembleia de Peritos, órgão clerical responsável por escolher o líder supremo, Mojtaba foi eleito após votação interna e passa a ocupar o posto máximo da República Islâmica.

Além de chefe político do país, o líder supremo também exerce autoridade religiosa sobre o xiismo, vertente do islamismo predominante no Irã e influente em países como Iraque, Síria e Líbano.

Ameaças dos Estados Unidos

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a campanha militar contra o Irã poderá continuar e indicou que novas lideranças do regime iraniano também podem se tornar alvos.

Segundo declarações recentes do governo norte-americano, integrantes da estrutura militar e religiosa do Irã estariam sendo monitorados por participarem da organização de ataques contra aliados de Washington.

A retirada parcial de diplomatas é considerada uma medida preventiva, utilizada frequentemente em situações de alto risco geopolítico para reduzir possíveis vítimas em caso de escalada militar.

Oriente Médio em alerta

A sucessão de ataques, mudanças de liderança no Irã e movimentações militares dos EUA e de Israel colocaram o Oriente Médio em estado de alerta máximo. Analistas internacionais avaliam que a crise pode se transformar em um conflito regional mais amplo, envolvendo vários países e afetando rotas estratégicas de comércio e energia.

O temor global é que a instabilidade afete diretamente mercados internacionais, como já ocorre com o forte aumento do preço do petróleo, impulsionado pelas tensões na região do Golfo Pérsico.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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