A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz está fechado para navios dos Estados Unidos, de Israel e de aliados ocidentais da Europa.
Segundo autoridades iranianas, a decisão ocorre no contexto da escalada militar na região, após novos ataques contra o país e a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Em comunicado divulgado pela emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), a Guarda Revolucionária afirmou que o Irã tem o direito de controlar a passagem marítima durante períodos de guerra.
“Com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, declarou a corporação militar.
A IRGC também afirmou possuir “controle total” da região e alertou que qualquer embarcação que tente atravessar o estreito poderá ser alvo de mísseis ou drones militares.
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Rota estratégica do petróleo mundial
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos marítimos mais estratégicos do planeta, pois conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Por essa passagem estreita transitam diariamente navios petroleiros e cargueiros responsáveis por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, além de grandes volumes de gás natural liquefeito (GNL).
A rota é fundamental para as exportações energéticas de países produtores da região, incluindo:
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Arábia Saudita
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Emirados Árabes Unidos
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Kuwait
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Iraque
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Irã
Impactos globais possíveis
Especialistas em energia e geopolítica alertam que qualquer bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz pode provocar forte impacto no mercado global de petróleo, elevando preços internacionais e afetando cadeias de abastecimento.
A região já é considerada historicamente um dos principais pontos de tensão estratégica do planeta, e a ameaça de fechamento do estreito costuma gerar preocupação imediata nos mercados financeiros e nos governos de países dependentes de importações de energia.