CentroesteNews
21/01/2026
O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram, nesta quarta-feira (21), uma operação para investigar um suposto esquema de venda irregular de camarotes e ingressos em eventos realizados no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão como parte das apurações, que apontam para o uso indevido da estrutura do clube em shows de grande porte.
Entre os alvos da operação está o apartamento de Mara Casares, ex-mulher do presidente afastado do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares. Segundo a investigação, o estádio teria sido utilizado para movimentações ilícitas relacionadas à comercialização de espaços e ingressos, incluindo eventos de grande visibilidade, como o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro de 2025.
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De acordo com o promotor de Justiça Criminal José Reinaldo Guimarães Carneiro, a estrutura do Morumbi teria sido explorada de forma irregular, transformando o estádio em uma “gigantesca máquina caça-níqueis”. Durante o cumprimento dos mandados, as autoridades apreenderam cerca de R$ 28 mil em dinheiro vivo, além de uma grande quantidade de documentos que indicam que as supostas irregularidades podem ocorrer há mais tempo do que se imaginava inicialmente.
O caso começou a ser apurado a partir de uma disputa judicial envolvendo Rita de Cássia Adriana Prado, que também figura entre os alvos da operação. Ela teria acionado a Justiça após o suposto roubo de 60 ingressos para o show de Shakira, avaliados em aproximadamente R$ 132 mil. A partir desse processo, surgiram indícios de um esquema mais amplo de comercialização irregular de ingressos e camarotes, com possível participação de integrantes ligados à estrutura do clube.
Áudios divulgados pelo jornalista Alexandre Praetzel, da Rádio Bandeirantes, reforçaram as suspeitas. Nas gravações, Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto de futebol de base do São Paulo, teria pedido que Rita retirasse a ação judicial. A intenção, segundo as investigações, seria evitar que Mara Casares fosse prejudicada pelo avanço das apurações.
Durante a operação desta quarta-feira, Rita de Cássia Adriana Prado e Douglas Schwartzmann não foram localizados em seus endereços. Ainda assim, o Ministério Público informou que todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos conforme determinação judicial. As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e a extensão do possível esquema.