CentroesteNews
19/01/2026
O número de mortos durante a repressão aos protestos no Irã chegou a cerca de 5 mil pessoas, segundo informações divulgadas por autoridades iranianas. O dado escancara a gravidade da crise política e social no país, que enfrenta uma das mais intensas ondas de manifestações de sua história recente.
Os protestos tiveram início no fim de 2025, impulsionados por uma combinação de fatores, como inflação elevada, desemprego, desvalorização da moeda e crescente insatisfação popular com o regime. Ao longo das semanas, as mobilizações se espalharam por diversas cidades, culminando em confrontos frequentes entre manifestantes e forças de segurança.
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O governo iraniano sustenta que parte das mortes ocorreu durante embates com grupos armados e classifica alguns episódios como ações de “terrorismo interno”. No entanto, organizações internacionais e entidades de direitos humanos contestam essa versão e denunciam uso excessivo da força, prisões arbitrárias, desaparecimentos e restrições severas ao acesso à informação, incluindo bloqueios recorrentes da internet.
Apesar do número oficial, há divergências nas estimativas. Grupos independentes afirmam que o total real de vítimas pode ser ainda maior, já que muitos óbitos não teriam sido formalmente registrados. Além das mortes, milhares de pessoas foram detidas, aprofundando a pressão internacional sobre Teerã.
O agravamento do cenário aumenta o isolamento diplomático do Irã e reacende debates globais sobre violações de direitos humanos, estabilidade no Oriente Médio e o papel da comunidade internacional diante do prolongamento do conflito interno.