CentroesteNews
17/10/2025
A Justiça concedeu prazo de 72 horas para que o Governo do Estado de Mato Grosso apresente explicações sobre a falta de efetivo policial na Delegacia de Polícia de Cotriguaçu (a 940 km de Cuiabá). A medida atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pela Promotoria de Justiça de Cotriguaçu na quarta-feira (15). A liminar pede a imediata designação de servidores para atuar na unidade, sob pena de multa diária.
Segundo a promotora de Justiça substituta Marina Refosco Tanure, a situação se agravou após comunicação da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar – Aripuanã, informando que entre os dias 12 e 18 de outubro a delegacia ficaria completamente desassistida. Isso porque os dois únicos policiais civis em atividade participam de um curso de capacitação em outro município, inviabilizando o atendimento presencial, a lavratura de flagrantes e a custódia de presos.
A Delegacia Civil da cidade conta com apenas quatro servidores efetivos: um escrivão e três investigadores. Duas servidoras estão afastadas por licença-maternidade e não há previsão de retorno. O delegado responsável atua em regime de acumulação com outra unidade e não exerce as funções presencialmente.
Uma solução emergencial foi adotada com a designação temporária de um servidor da Delegacia de Juruena para apoiar o atendimento em Cotriguaçu, mas o Ministério Público classificou a medida como paliativa e insuficiente.
A promotoria argumenta que o déficit de policiais compromete a eficiência da atividade investigativa, a segurança institucional e a ordem pública, gerando riscos tanto para servidores quanto para a população.
Caso a Justiça acate os pedidos da promotoria, o Estado será obrigado a reforçar imediatamente o efetivo policial local.