CentroesteNews
17/10/2025
A cotação internacional do ouro voltou a quebrar recordes históricos nesta quinta-feira (16), ao atingir US$ 4.314,70 por onça-troy durante a sessão na Bolsa de Valores de Nova York. O metal fechou o dia em alta de 2,45%, negociado a US$ 4.304,60, impulsionado por um cenário de incertezas econômicas globais e expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos.
Na manhã desta sexta-feira (17), o ouro manteve a trajetória de valorização e chegou a US$ 4.378,69 por onça-troy, nova máxima histórica. Os contratos futuros para dezembro subiam 1%, cotados a US$ 4.348,90. Com isso, a alta semanal deve ultrapassar 8% o maior ganho em 17 anos, desde setembro de 2008.
Analistas apontam que o movimento de valorização está ligado à busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, além da expectativa de que o Federal Reserve reduza novamente a taxa básica de juros no país. Atualmente, os juros estão entre 4% e 4,25% ao ano, após corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fomc.
Como o ouro não rende juros, costuma se valorizar em cenários de taxas mais baixas. A incerteza fiscal e um mercado de ações aquecido também incentivam investidores a migrarem recursos para ativos de refúgio, como ouro, prata e criptomoedas.
A cotação da prata também segue em forte alta. Na quinta-feira, avançou 3,73%, fechando a US$ 53,29 por onça-troy novo recorde histórico. Durante a sessão, chegou a US$ 53,61.
Especialistas afirmam que, se a tendência se mantiver, os metais preciosos podem fechar outubro com a maior valorização mensal em mais de uma década.