CentroesteNews
04/08/2025
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de dois novos lotes falsificados da toxina botulínica Dysport® 500U, medicamento conhecido popularmente como “botox”. A decisão foi publicada na última quinta-feira (31), e atinge os lotes H06055 e T02355, considerados de origem desconhecida.
A medida foi tomada após a empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica, detentora do registro do produto no país, informar à Anvisa que não reconhece a fabricação desses lotes. Com isso, a agência classificou os frascos como falsificados.
Alerta à população
A Anvisa pede atenção redobrada de profissionais de saúde, clínicas estéticas e consumidores quanto à identificação correta dos lotes, e recomenda a denúncia imediata de qualquer suspeita de falsificação. As notificações podem ser feitas diretamente à Anvisa, às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais ou à polícia.
“A falsificação de medicamentos é um crime grave contra a saúde pública”, destacou a agência na resolução oficial.
Além dos dois novos lotes, a Anvisa já havia proibido anteriormente outros produtos falsificados da mesma marca, indicando que o problema tem se repetido com frequência.
Riscos à saúde
Produtos injetáveis falsificados, como toxinas botulínicas, representam sérios riscos à saúde, pois podem conter substâncias contaminadas ou não ter qualquer efeito terapêutico, além de causar reações adversas graves. A orientação é não utilizar medicamentos de origem duvidosa, especialmente os que envolvem aplicação direta no organismo.
A Anvisa reforça que apenas medicamentos adquiridos com nota fiscal, procedência garantida e autorização oficial de comercialização devem ser utilizados em tratamentos médicos ou estéticos.