A multinacional de fertilizantes Yara inaugurou na Holanda um projeto de €200 milhões para capturar o dióxido de carbono (CO₂) emitido por seu maior complexo de produção de fertilizantes e armazená-lo no fundo do mar.
A iniciativa prevê a captura de cerca de 800 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a aproximadamente metade das emissões do complexo. Segundo as informações divulgadas, trata-se da maior unidade industrial de captura de carbono em operação na Europa.
O investimento ocorre em um cenário em que as emissões de carbono têm impacto direto nos custos das empresas. No mercado europeu, a tonelada de CO₂ está próxima de €84, tornando a redução das emissões também uma questão econômica para indústrias de grande porte.
A Yara produz globalmente milhões de toneladas de fertilizantes, e a adoção de tecnologias de menor emissão pode influenciar os custos de produção e, consequentemente, os preços dos fertilizantes destinados ao mercado agrícola.
Ainda não está claro, porém, quanto a tecnologia poderá acrescentar ao preço dos fertilizantes de menor pegada de carbono para os produtores e importadores. Essa conta será determinante para medir o impacto econômico da iniciativa no setor agrícola.