Dados relacionados ao Smart Sampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo, ficaram expostos na internet durante cerca de 11 meses, permitindo acesso indevido a informações e imagens ligadas a mais de 58 mil câmeras espalhadas pela capital paulista.
A informação foi revelada pelo UOL nesta terça-feira (20). Segundo a reportagem, dados sigilosos, incluindo credenciais de acesso, ficaram disponíveis na internet durante o período.
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Entre as imagens que poderiam ser acessadas estavam registros de escolas, hospitais públicos, ruas e bases da Guarda Civil Metropolitana. A situação levantou preocupações sobre privacidade e segurança, especialmente porque o Smart Sampa reúne uma grande quantidade de imagens utilizadas na segurança pública.
A Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes, nega que tenha ocorrido uma falha de segurança na plataforma. Segundo a administração municipal, o problema teria sido provocado pelo vazamento ilegal de informações por um servidor da Guarda Civil Metropolitana.
O servidor foi afastado e o caso passou a ser investigado. Depois que a reportagem procurou a prefeitura, o material exposto foi retirado da internet e a administração informou que adotou medidas adicionais de proteção, incluindo a implementação de autenticação em dois fatores.
O Smart Sampa utiliza milhares de câmeras e recursos de inteligência artificial para auxiliar na segurança da cidade, incluindo ferramentas de reconhecimento facial e identificação de veículos.
O caso também reacende o debate sobre privacidade, proteção de dados e segurança de sistemas de videomonitoramento. Quanto maior a quantidade de informações concentradas em uma plataforma, maior é a necessidade de controles rigorosos sobre quem pode acessar os dados.