CentroesteNews
26/05/2025
Anna Vitória Bispo
O Congresso das Universidades Ibero-Americanas, encerrado neste sábado (24) com um ato no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, reuniu representantes de mais de 230 instituições de ensino das Américas, Europa e Reino Unido para discutir justiça ambiental e os 10 anos da encíclica Laudato si’, do papa Francisco.
No encontro, realizado desde terça-feira (21) na PUC-Rio, foi proposta a conversão da dívida pública dos países mais pobres em investimentos em biodiversidade, educação, ciência e transição energética — uma espécie de compensação ecológica pelas emissões históricas dos países mais desenvolvidos.
“Propomos que Estados e organismos financeiros convertam a dívida dos países menos industrializados em investimentos ambientais, como prevê o Acordo de Paris”, afirmou o reitor da PUC-Rio, padre Anderson Antonio Pedroso.
A ministra Marina Silva, em aula magna na quinta-feira (23), defendeu que a COP30, marcada para 2025 no Brasil, deve ser voltada à implementação de ações concretas. “Já discutimos demais. Agora é hora de agir”, afirmou, reforçando o papel da ciência nas políticas públicas.
O papa Francisco enviou uma mensagem especial em apoio ao congresso, destacando a importância de unir universidades e países em torno da justiça ecológica. A proposta de troca de dívidas já havia sido mencionada por ele em sua mensagem para a Jornada Mundial da Paz de 2025.
O evento foi organizado pela PUC-Rio, pela Rede Universitária para o Cuidado da Casa Comum (RUC) e pela Pontifícia Comissão para a América Latina.