Mato Grosso poderá instituir uma política estadual voltada ao incentivo da pesquisa, desenvolvimento e aplicação da polilaminina — substância que tem apresentado resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular.
A proposta foi apresentada pelo deputado Wilson Santos, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, a iniciativa busca posicionar o estado como apoiador de pesquisas inovadoras na área da saúde.
“O Brasil impressionou o mundo nos últimos dias com a cientista e bióloga da UFRJ, Tatiana Coelho Sampaio, que liderou a recuperação de pacientes tetraplégicos e paraplégicos. Essa pesquisa traz esperança”, destacou.
O que é a polilaminina?
A polilaminina é uma versão sintética produzida em laboratório da laminina, proteína responsável por auxiliar na conexão entre neurônios. A pesquisa é liderada pela cientista Tatiana Coelho Sampaio, vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Os estudos iniciais demonstraram resultados positivos em cães com lesão medular e, posteriormente, em seis pacientes humanos, que apresentaram recuperação parcial ou total de movimentos.
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Próximos passos dependem da Anvisa
Para avançar aos testes clínicos formais, o estudo ainda precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Caso os resultados continuem positivos, a expectativa é que o tratamento possa futuramente integrar a rede pública de saúde, beneficiando vítimas de lesões na medula espinhal.
Pesquisadores ressaltam que os estudos com a proteína começaram ainda em 1997, e que o processo de patente levou mais de 18 anos, refletindo a complexidade e o rigor científico envolvidos no desenvolvimento da tecnologia.
Política estadual de incentivo
O projeto de lei apresentado na Assembleia busca:
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Estimular instituições científicas de Mato Grosso a investirem em tecnologia biomédica;
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Ampliar o acesso à inovação na área da saúde;
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Fortalecer a assistência a pacientes com lesões neurológicas;
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Incentivar parcerias entre universidades e centros de pesquisa.
Caso avance, a proposta pode consolidar Mato Grosso como polo regional de apoio à pesquisa biomédica e inovação terapêutica.