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Suspensão da pesca da tainha em Santa Catarina gera revolta entre pescadores e pressão por revisão das cotas

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A decisão do governo federal de interromper a pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina provocou forte reação em comunidades pesqueiras do estado e reacendeu o debate sobre a gestão dos recursos pesqueiros no Brasil. A medida foi adotada após o país atingir 90% da cota de captura estabelecida para a temporada de 2026, conforme as regras de controle e preservação da espécie.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a suspensão tem caráter preventivo e busca evitar que o limite autorizado para a safra seja ultrapassado. O monitoramento das capturas é realizado ao longo da temporada e segue critérios definidos em conjunto com órgãos ambientais e de gestão pesqueira.

Governo alega necessidade de preservar estoques

A cota nacional para a pesca da tainha foi fixada em 8.168 toneladas por meio de regulamentação federal. O sistema de cotas foi criado para controlar a exploração da espécie e garantir sua sustentabilidade ao longo dos próximos anos.

De acordo com o governo, o encerramento antecipado da modalidade de arrasto de praia segue protocolos técnicos previamente estabelecidos e faz parte das estratégias de manejo destinadas a evitar a sobrepesca.

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A justificativa oficial é de que o controle da atividade permite manter o equilíbrio dos estoques pesqueiros e assegurar que futuras gerações de pescadores continuem dependentes da atividade.

Comunidades pesqueiras contestam decisão

Nas cidades do litoral catarinense, a suspensão foi recebida com críticas e preocupação. Pescadores afirmam que a atividade representa muito mais do que uma fonte de renda, sendo considerada uma tradição histórica transmitida entre gerações.

Diversos municípios manifestaram insatisfação com a decisão e cobraram uma reavaliação das regras adotadas para a temporada. Lideranças locais argumentam que a interrupção ocorreu em um momento considerado estratégico para a captura e prejudica diretamente centenas de famílias que dependem da pesca artesanal.

Além do impacto econômico, representantes do setor destacam o valor cultural da pesca da tainha, considerada um dos símbolos das comunidades tradicionais do litoral de Santa Catarina.

Debate sobre distribuição das cotas

Entre as principais reclamações está a forma como as cotas são distribuídas e contabilizadas ao longo da temporada.

Pescadores alegam que determinadas regiões registraram volumes expressivos de captura, enquanto outras localidades tiveram participação menor na safra e acabaram afetadas pela suspensão geral da atividade.

Por isso, entidades representativas defendem a criação de mecanismos mais flexíveis para redistribuição de cotas não utilizadas por outros segmentos da pesca. O setor também reivindica a ampliação da parcela destinada à pesca artesanal, considerada fundamental para a economia local.

Repercussão nas redes sociais

A decisão também provocou forte repercussão nas redes sociais, onde pescadores e moradores manifestaram indignação com o encerramento antecipado da temporada.

Entre as publicações compartilhadas, surgiram críticas à política pesqueira do governo e questionamentos sobre os critérios utilizados para determinar o fim das atividades. As manifestações refletem o sentimento de insatisfação de parte das comunidades atingidas pela medida.

O tema rapidamente ganhou espaço em grupos de pescadores, associações comunitárias e páginas dedicadas ao setor pesqueiro, ampliando a pressão sobre autoridades federais.

Sustentabilidade versus atividade econômica

O episódio evidencia um desafio recorrente enfrentado pelas políticas de manejo pesqueiro: conciliar a preservação ambiental com a manutenção da atividade econômica.

Enquanto especialistas apontam a necessidade de proteger os estoques naturais da tainha para evitar impactos futuros, trabalhadores do setor argumentam que as regras precisam considerar as particularidades regionais e a realidade das comunidades que dependem da pesca artesanal.

Com a pressão crescente de prefeitos, entidades e pescadores, a expectativa agora é que o governo federal avalie possíveis ajustes nas regras ou apresente alternativas capazes de reduzir os impactos econômicos causados pela suspensão da atividade.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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