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Servidor que agrediu procurador se aposenta com R$ 21 mil na Câmara de SP

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CentroesteNews

10/12/2025

 

O servidor Celso Gabriel, que respondia a uma sindicância após agredir o procurador-geral da Câmara Municipal de São Paulo, Paulo Baccarin, aposentou-se com salário líquido de R$ 20,9 mil. Ele ocupava o posto de secretário-geral administrativo, um dos cargos mais altos da estrutura interna do Legislativo paulistano.

A agressão ocorreu em junho, durante uma discussão sobre a análise urgente de um contrato envolvendo a Geap, empresa de autogestão em saúde ligada a servidores públicos. Segundo Baccarin, Celso pressionava para acelerar a elaboração da minuta do convênio e chegou a exigir procedimentos fora do trâmite legal. A recusa teria motivado agressões verbais e físicas, o procurador estava com um dos braços imobilizados no momento e caiu sobre uma estagiária ao ser empurrado.

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Após o episódio, Gabriel tirou férias, enquanto Baccarin pediu abertura de sindicância e demissão do colega. A apuração preliminar recomendou a abertura do processo disciplinar, ainda em andamento. Mesmo assim, o servidor se aposentou por tempo de contribuição em 22 de setembro.

Bastidores da briga e pressões por contrato

De acordo com o boletim de ocorrência, Celso Gabriel estava “atipicamente interessado” na aprovação do convênio com a Geap, mantendo contato direto com representantes da empresa e prometendo assinatura rápida do contrato. O procurador recusou encaminhar documentos de forma irregular e afirmou que cumpriria o rito previsto no regimento.

A Geap, alvo da discussão, tem forte influência de quadros ligados ao partido Podemos. A pressão aumentou após a aprovação de um projeto na Câmara que permite convênios com empresas de autogestão. O texto recebeu emendas do vereador Gabriel Abreu, marido da deputada Renata Abreu, presidente nacional do Podemos. As alterações ampliaram o reembolso aos parlamentares que não quiserem aderir ao convênio.

A Mesa Diretora sustenta que o novo modelo visa oferecer mais opções aos servidores, destacando que entidades de autogestão não têm fins lucrativos e possuem custos menores. Em outubro, já após a aposentadoria de Gabriel, a Câmara assinou um convênio com a Geap no valor de R$ 10 milhões, válido por dois anos.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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