CentroesteNews
25/08/0025
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, repudiou publicamente o feminicídio registrado no município na noite de sábado (24), que vitimou a jovem Ana Paula Abreu Carneiro de Oliveira, de 33 anos. O crime, de extrema violência, ocorreu dentro da residência do casal, e o principal suspeito é o companheiro da vítima, um jovem de 22 anos, preso em flagrante acusado de desferir ao menos 10 golpes de faca contra Ana Paula.
“Eu estou muito triste por conta desse crime. Mais uma jovem perdeu a vida por um cidadão. A gente fica muito triste. Uma pessoa que fez todos os seus estudos, começou a trabalhar e de repente ser brutalmente assassinada por um covarde, uma pessoa covarde que faz um serviço desse”, lamentou o prefeito.
Agosto Lilás e a importância da denúncia
Dorner lembrou que o caso acontece justamente em meio ao Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e combate à violência contra a mulher. O gestor reforçou o apelo para que a população denuncie toda e qualquer forma de agressão ou abuso.
“Nós queremos dizer à sociedade: vamos denunciar as agressões, vamos denunciar o que acontece com vocês no dia a dia. O abuso, seja sexual, de poder, agressão física ou de palavras”, destacou.
Canais de denúncia e rede de apoio em Sinop
As vítimas de violência, ou pessoas que testemunharem situações de risco, podem recorrer a diversos canais de denúncia:
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180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24h, ligação gratuita e anônima);
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190 – Polícia Militar, em casos de emergência;
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Delegacia da Mulher de Sinop – telefone (66) 3531-0120;
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Rede de apoio municipal – Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“Esse é um crime que a gente tanto combate, tanto briga, tanto busca por leis, faz tanta coisa para que não aconteça isso e, infelizmente, essas coisas acontecem no Brasil inteiro e Sinop foi, desta vez, castigado por mais um crime brutal”, acrescentou Dorner.
Vítima havia se mudado recentemente
Ana Paula havia chegado a Sinop há poucos dias, vinda de Brasília. Ela trabalhava em uma clínica da cidade e era descrita por colegas como uma profissional dedicada e atenciosa. Sua morte precoce reforça a urgência do enfrentamento à violência contra a mulher e a necessidade de fortalecer redes de proteção e acolhimento em todo o país.