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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, afirmou que planeja disputar um cargo majoritário em 2030 e que a eleição deste ano será sua última tentativa de permanecer na Assembleia Legislativa.

 

A declaração foi feita durante entrevista ao videocast PodOlhar, do Olhar Direto, na qual o parlamentar também comentou o cenário eleitoral para 2026, rebateu críticas do governador Otaviano Pivetta às emendas parlamentares e defendeu o fortalecimento do Podemos como estratégia para os próximos ciclos eleitorais.

Russi sinalizou que a meta de ampliar a bancada estadual neste ano será determinante para consolidar a legenda como uma das principais forças políticas de Mato Grosso e abrir caminho para um novo projeto eleitoral no futuro.

 

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Embora tenha admitido que seu nome foi cogitado para disputar o Palácio Paiaguás já em 2026, o parlamentar disse que a decisão de não entrar na disputa majoritária foi coletiva e levou em consideração o momento político da sigla. Lançar uma candidatura ao governo sem uma base consolidada, avaliou, seria precipitado.

 

Com a projeção de eleger seis deputados estaduais e até duas cadeiras na Câmara Federal, o presidente da ALMT aposta no desempenho das urnas para chegar mais competitivo ao próximo ciclo.

Outro tema abordado na entrevista foi a crítica feita pelo governador Otaviano Pivetta ao modelo de distribuição das emendas parlamentares. O chefe do Executivo estadual afirmou recentemente que os recursos destinados por parlamentares “somem e evaporam”, não deixam obras estruturantes nos municípios e defendeu que os deputados deveriam se limitar às funções de legislar e fiscalizar.

 

Max Russi discordou da avaliação e argumentou que as emendas representam uma parcela mínima do orçamento estadual — 1,55% do total, divididos entre os 24 deputados —, enquanto os 98,45% restantes permanecem sob gestão do Executivo. Para o presidente da ALMT, as emendas cumprem um papel distinto das grandes obras públicas, permitindo atender demandas específicas de comunidades que dificilmente seriam contempladas pela administração estadual.

 

Questionado sobre irregularidades envolvendo o instrumento, Russi reconheceu que desvios precisam ser investigados e punidos, mas defendeu que isso não invalida o mecanismo. “Não podemos matar a vaca porque ela tem um berne. Vamos curar a vaca e mantê-la forte”, comparou.

Durante a entrevista, o presidente da ALMT também analisou a disputa de 2026. Classificou o ex-governador Mauro Mendes como favorito na corrida ao Senado, mas ponderou que o resultado está longe de ser definido. Na avaliação do parlamentar, a disputa pelo governo estadual deve ser decidida apenas em segundo turno, independentemente da configuração final das candidaturas. Russi comentou ainda a relação entre os Poderes, respondeu às críticas envolvendo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e defendeu a autonomia do Legislativo diante de interferências externas.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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