O Ministério das Relações Exteriores da China negou as acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o governo chinês teria interferido na eleição presidencial norte-americana de 2020. A resposta foi divulgada um dia após o republicano afirmar, na Casa Branca, que Pequim teria promovido o maior vazamento de dados eleitorais da história, com o suposto roubo de informações de 220 milhões de eleitores para influenciar o pleito vencido por Joe Biden.
Em comunicado, a chancelaria chinesa classificou as declarações como desprovidas de fundamento e reiterou que a política externa do país é baseada no princípio da não ingerência em assuntos internos de outras nações.
Além de rebater as acusações, o governo chinês criticou as novas restrições de vistos anunciadas por Washington contra cidadãos chineses. Segundo Pequim, as medidas são discriminatórias e prejudicam as relações bilaterais.
A China também alertou que poderá adotar contramedidas recíprocas caso as restrições sejam mantidas, aumentando a tensão diplomática entre as duas maiores economias do mundo.
As declarações ocorrem em um momento de novos atritos entre Estados Unidos e China, que já enfrentam divergências em áreas como comércio, tecnologia, segurança e política externa. O episódio reforça o clima de tensão entre os dois países, que continuam trocando acusações em diferentes frentes diplomáticas.