A Polícia Federal realizou uma operação para investigar o vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e outras autoridades. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, é um desdobramento do inquérito das fake news e tem como alvos quatro funcionários da Receita Federal. Segundo relatório enviado pela Receita ao Supremo, os acessos realizados pelos servidores não apresentavam justificativa funcional, levantando suspeitas de ilegalidade.
Os investigados são Luiz Antônio Martins Nunes, empregado do Serpro no Rio de Janeiro; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico de Seguro Social em Salvador; Ruth Machado dos Santos, técnica da Receita Federal em Santos; e Ricardo Mansano de Moraes, auditor-fiscal em São José do Rio Preto. Eles recebem salários que variam entre R$ 11 mil e R$ 38 mil, de acordo com informações do Portal da Transparência.
Como parte das medidas cautelares, os celulares dos investigados foram apreendidos, e eles foram afastados de suas funções públicas. Além disso, os quatro estão proibidos de sair do país, tiveram seus passaportes cancelados e devem utilizar tornozeleiras eletrônicas. Nos próximos dias, eles prestarão depoimento à Polícia Federal e poderão responder por crimes como violação de sigilo funcional, acesso indevido a sistemas de informação e vazamento de dados protegidos.
A investigação evidencia a preocupação das autoridades com a proteção de informações fiscais e com a apuração de possíveis abusos contra a segurança de dados sigilosos. O caso reacende a discussão sobre as responsabilidades de agentes públicos no acesso a sistemas de informação.