O foco principal está no querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o setor, que passou a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, um salto significativo após o último reajuste.
O que muda na prática
Para aliviar a pressão sobre as empresas e, indiretamente, evitar uma alta ainda maior nas passagens, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível. A medida deve gerar uma economia de cerca de R$ 0,07 por litro.
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Além disso, outras ações foram anunciadas:
- Prorrogação do pagamento das tarifas de navegação aérea, que poderão ser quitadas apenas em dezembro;
- Criação de duas linhas de crédito para o setor aéreo;
- Apoio à reestruturação financeira das empresas.
Uma dessas linhas, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), pode chegar a até R$ 2,5 bilhões por empresa, com operação via BNDES. Já a segunda linha, voltada ao capital de giro, terá R$ 1 bilhão disponível.
O que está por trás da alta
O aumento do combustível não acontece por acaso. Ele está diretamente ligado à valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Desde o início do conflito, o preço do barril saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, pressionando toda a cadeia do setor aéreo, inclusive no Brasil.
Mesmo com grande parte do combustível sendo produzido no país, os preços seguem a paridade internacional, o que faz com que qualquer crise global tenha impacto direto aqui.
E as passagens?
Embora as companhias ainda não confirmem aumentos imediatos, especialistas apontam que, sem medidas como essas, o repasse ao consumidor seria praticamente inevitável.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o cenário atual pode afetar a oferta de voos, a criação de novas rotas e até a conectividade entre regiões do país.
Mais do que números, o impacto pode ser sentido no dia a dia: viagens mais caras, menos opções de voos e um transporte aéreo cada vez menos acessível.