A Paramount Skydance assinou acordo para a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões (cerca de R$ 564 bilhões no câmbio atual), consolidando uma das maiores fusões da história recente da indústria do entretenimento.
A formalização ocorreu nesta sexta-feira (27/02), após a Netflix anunciar oficialmente que não cobriria a proposta apresentada pela concorrente. A decisão foi bem recebida por investidores: as ações da plataforma chegaram a subir mais de 8% após o comunicado, refletindo a avaliação de que a desistência evitou um movimento considerado financeiramente arriscado.
Disputa acirrada e proposta final
A negociação pela Warner se arrastava há meses. Inicialmente, a Netflix tinha acordo para adquirir parte dos ativos do estúdio. No entanto, a Paramount entrou na disputa com uma proposta mais agressiva para assumir o controle total da companhia.
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Na última semana, a Warner classificou a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, como “superior” e deu prazo de quatro dias para que a Netflix apresentasse uma contraproposta. Em comunicado, os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters afirmaram que, diante do valor exigido, o negócio “deixou de ser financeiramente atraente”.
Para reforçar sua posição, a Paramount se comprometeu a pagar multa de US$ 7 bilhões caso a fusão seja barrada por autoridades antitruste, além de assumir a taxa de US$ 2,8 bilhões que a Warner devia à Netflix pela quebra do acordo anterior.
Impacto no mercado global de mídia
Com a aquisição, a Paramount passa a controlar um conglomerado que reúne marcas de enorme peso cultural, incluindo a divisão DC Comics, a franquia Harry Potter, além de canais como HBO e CNN.
A fusão cria uma gigante de mídia com base estimada em quase 200 milhões de assinantes em suas plataformas de streaming, fortalecendo sua capacidade de competir diretamente com a Disney e com a própria Netflix.
O acordo agora segue para as próximas etapas: aprovação do conselho de administração da Warner e, principalmente, análise de órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa — etapa que pode determinar o ritmo e até o futuro da transação.