O mercado físico do boi gordo registrou maior movimentação nesta terça-feira (5), com frigoríficos voltando às compras após um período de menor atividade. Apesar da retomada nas negociações, o ritmo ainda é considerado lento, com predominância de lotes pequenos e cautela por parte dos agentes do setor, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Em São Paulo, principal referência nacional, o Indicador do boi gordo Cepea fechou o dia cotado a R$ 353,80 por arroba, registrando leve recuo diário de 0,11%. A oscilação discreta reflete um mercado ainda em busca de equilíbrio entre oferta e demanda, sem pressão significativa de alta ou queda.
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Enquanto isso, o mercado de reposição segue firme, demonstrando resistência mesmo diante da lentidão nas negociações do boi pronto para abate. No Mato Grosso do Sul, o preço do bezerro alcançou média de R$ 3.419,59, com valorização de 0,32% no acumulado do mês, sinalizando demanda consistente por animais mais jovens.
O cenário indica um momento de transição no setor pecuário, com frigoríficos retomando gradualmente as compras, mas ainda adotando uma postura seletiva. Para os produtores, o desafio continua sendo equilibrar custos e estratégias de venda em um ambiente de pouca fluidez.
A tendência no curto prazo é de manutenção desse ritmo moderado, com o mercado acompanhando fatores como consumo interno, exportações e comportamento cambial, que influenciam diretamente a formação de preços da arroba.