Após deixar o Hospital DF Star em Brasília e seguir para sua casa no Jardim Botânico, onde cumprirá 90 dias de prisão domiciliar – concedida em razão de sua saúde, mas referente a uma condenação por tentativa de golpe –, a defesa do ex-presidente buscou flexibilizar as condições.
Argumentavam que a medida anterior de Moraes criava um tratamento diferenciado entre os filhos que não residem com ele e os demais familiares, que desfrutam de acesso irrestrito. A intenção era garantir que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro e Jair Renan (PL), que não moram na casa, pudessem visitá-lo sem horários pré-estabelecidos. No entanto, o ministro foi categórico, afirmando que a solicitação “carece de qualquer viabilidade jurídica”, mantendo as visitas restritas a quartas e sábados, em períodos específicos.
Enquanto a família busca um convívio mais próximo em meio às circunstâncias, a Justiça reforça o caráter de vigilância do regime domiciliar. Enquanto isso, a residência de Bolsonaro já teve sua equipe de apoio oficializada, incluindo oito seguranças e motoristas, duas empregadas domésticas, uma manicure, um piscineiro e uma equipe médica composta por cardiologistas, um cirurgião e um fisioterapeuta, além de enfermeiros que ainda serão definidos, mostrando a complexidade logística e de controle em torno do ex-presidente.