O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que as exportações brasileiras de proteínas animais para a União Europeia não serão interrompidas, apesar da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal destinados ao consumo humano no bloco europeu.
A declaração foi feita durante o 4º Congresso Brasileiro do Milho, promovido pela Abramilho, em Brasília.
“Temos convicção de que as exportações de proteína para o mercado europeu não serão interrompidas. Exportamos carnes para a Europa ontem, estamos exportando hoje e vamos seguir exportando”, declarou o ministro.
Entenda a decisão da União Europeia
Nesta semana, a União Europeia publicou nova lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco sob regras mais rígidas relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
O Brasil ficou temporariamente fora da relação, o que gerou preocupação em setores do agronegócio e da indústria exportadora.
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As autoridades europeias alegam preocupação com o uso de substâncias antimicrobianas que podem contribuir para o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos, tema considerado prioridade global de saúde pública.
Governo brasileiro tenta reverter situação
O governo brasileiro afirma que já iniciou adequações regulatórias e mudanças nos sistemas de fiscalização sanitária para atender às exigências europeias.
Segundo o Ministério da Agricultura, o país possui prazo até setembro para comprovar conformidade com as novas regras e buscar a retomada integral das autorizações.
O ministro André de Paula reforçou que o diálogo técnico com autoridades europeias continua em andamento.
Europa é importante, mas não principal mercado
Embora a União Europeia seja considerada um parceiro estratégico para o agronegócio brasileiro, ela não representa o principal destino das exportações nacionais de carne bovina.
Os maiores compradores da proteína brasileira continuam sendo países da Ásia e do Oriente Médio, especialmente a China.
Ainda assim, especialistas avaliam que restrições europeias podem impactar:
- imagem sanitária do país;
- competitividade internacional;
- negociações comerciais futuras;
- exigências ambientais e regulatórias.
Agronegócio acompanha desdobramentos
Representantes do setor produtivo acompanham com atenção os próximos passos das negociações entre Brasil e União Europeia.
O tema ocorre em um contexto de aumento das exigências internacionais sobre:
- rastreabilidade;
- sustentabilidade;
- controle sanitário;
- uso de antibióticos;
- segurança alimentar.