Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --
Compartilhar

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida começam a valer nesta quarta-feira (22) e já movimentam o mercado imobiliário. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil passam a operar financiamentos com os novos critérios, que ampliam o acesso ao programa para famílias com renda de até R$ 13 mil e permitem financiar imóveis que chegam a R$ 600 mil. É uma mudança que, segundo especialistas, tem impacto direto sobre a classe média, historicamente afastada do programa por causa das limitações de renda e dos juros altos no crédito habitacional tradicional.

Com os novos limites, o governo ajusta o MCMV a uma realidade de preços mais elevados, tanto de terrenos quanto de construções. Agora, famílias que já estavam muito próximas das faixas de corte passam a se enquadrar em categorias com juros menores. Isso significa parcelas mais acessíveis e maior poder de compra. Para quem tinha renda pouco acima dos antigos limites, a mudança é significativa: uma família que recebia entre R$ 4.700 e R$ 5 mil, por exemplo, deixa a faixa 3 e passa para a faixa 2, reduzindo a taxa anual de 8,16% para 7%. O mesmo ocorre em faixas superiores: famílias com renda entre R$ 8.600 e R$ 9.600 deixam a faixa 4, a mais cara, e passam para a faixa 3, diminuindo os juros para até 8,16% ao ano.

Além disso, o valor máximo dos imóveis financiados também aumentou. Imóveis que antes estavam fora do alcance do programa agora podem entrar na conta das famílias. Quem está na faixa 3 passa a ter acesso a unidades de até R$ 400 mil, enquanto o teto da faixa 4 sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Essa atualização abre portas para imóveis maiores, melhor localizados e com padrões de acabamento mais altos. Na avaliação de especialistas, esse é um dos pontos que mais deve influenciar o comportamento do mercado a curto prazo, já que amplia o leque de opções para quem busca a casa própria.

A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário, reforça que o programa finalmente se aproxima da realidade atual dos preços. Segundo ela, os limites defasados impediam muitas famílias de acessar imóveis adequados ao seu perfil. Agora, com juros menores e valores mais compatíveis, é possível financiar uma unidade melhor sem precisar de uma entrada tão alta. Essa mudança também reduz a dependência dos financiamentos convencionais, que ficaram cada vez mais caros diante de uma taxa Selic que chegou a 15% no ano passado e hoje segue em 14,75%.

centro oeste news 3

O governo estima que ao menos 87,5 mil famílias serão beneficiadas diretamente pelas novas regras. A atualização das faixas deve incluir mais de 31 mil famílias na faixa 3 e outras 8 mil na faixa 4, ampliando o alcance do programa de forma expressiva. Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, a expansão ocorre em um momento estratégico. Segundo ela, a classe média vive um período desafiador e vinha sendo a mais impactada pelos juros elevados. Quem estava logo acima da faixa limite do MCMV simplesmente não conseguia pagar a parcela de um financiamento fora do programa.

Nos últimos anos, o Minha Casa, Minha Vida já vinha se tornando um dos pilares do setor de construção civil. Em 2025, atingiu recorde de contratações e foi o principal responsável por sustentar o mercado, especialmente nos segmentos de entrada e intermediário. Imóveis de alto padrão seguiram aquecidos, mas o restante do mercado sofreu com o custo do crédito. Agora, a ampliação das faixas e dos valores financiados cria um novo fôlego para quem busca a casa própria e fortalece o programa como motor do setor.

As mudanças, que elevam o teto de renda de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano, marcam a maior reestruturação do programa desde sua criação. Para especialistas, o impacto será visível tanto no número de financiamentos quanto na volta de parte da classe média ao mercado imobiliário. A expectativa é de que, com juros mais baixos e mais opções de imóveis elegíveis, o caminho para a casa própria fique menos distante para milhares de famílias brasileiras.

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.