Os oceanos do planeta registraram 100 dias consecutivos de temperaturas recordes na superfície, segundo monitoramento realizado por cientistas independentes da Climate Central com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A sequência ocorre após um período de intenso aquecimento das águas, associado principalmente às mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases de efeito estufa, especialmente pela queima de combustíveis fósseis.
O cenário acompanha uma série de marcas históricas de calor em diferentes partes do planeta. Dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, apontam que o período entre junho e agosto de 2026 foi o trimestre mais quente já registrado.
O mês anterior também estabeleceu um novo recorde global, com a temperatura média do ar ficando 1,65°C acima do nível estimado para o período pré-industrial.
O aquecimento persistente dos oceanos preocupa cientistas porque pode afetar ecossistemas marinhos, elevar o risco de eventos climáticos extremos e provocar impactos em cadeias alimentares e comunidades que dependem diretamente dos mares.