Um trecho do Rio da Prata, conhecido pelas águas cristalinas em Jardim, Mato Grosso do Sul, passou por uma mudança impressionante em apenas quatro dias. Registros feitos em 27 de agosto mostravam o rio com fluxo de água. Já em 1º de setembro, cerca de 4 quilômetros do leito estavam completamente secos.
A rápida redução do nível da água deixou peixes isolados em pequenas poças, aumentando o risco de morte devido ao baixo volume e à redução do oxigênio disponível.
Diante da situação, equipes do Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) e do Instituto Amigos do Rio da Prata realizaram uma operação emergencial. Cerca de 200 peixes foram retirados das áreas mais afetadas e levados para um trecho mais profundo, onde o fluxo de água permanecia normal.
O cenário preocupa porque não é a primeira vez que o Rio da Prata enfrenta uma redução tão severa durante períodos de estiagem. Em 2025, aproximadamente 11 quilômetros do leito foram afetados, resultando no resgate de 1.273 peixes. No ano anterior, cerca de 20 dos 90 quilômetros do rio chegaram a ficar sem água.
A repetição do fenômeno pelo terceiro ano consecutivo reforça a preocupação com os impactos da estiagem sobre os ambientes aquáticos. Caso a falta de chuva continue, novos trechos podem ser afetados e exigir ações de emergência.
Moradores, voluntários e equipes ambientais seguem monitorando o rio para identificar mudanças no fluxo e realizar novos resgates, se necessário.