CentroesteNews
21/11/2025
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Mato Grosso alcançou, em 2024, o melhor desempenho do Brasil no emprego juvenil, registrando a menor taxa de desocupação entre jovens: apenas 4,05%. Os dados fazem parte da publicação especial “Jovens do Mercado de Trabalho em Mato Grosso”, elaborada pelo Observatório de Mato Grosso em parceria com o Senai, com base em indicadores do IBGE.
O relatório destaca que o estado contabilizou 934.353 jovens, o equivalente a 25,56% da população mato-grossense no último ano. Desse total, 67,22%. Mais de 628 mil pessoas. Estavam inseridos na força de trabalho, desempenho que coloca Mato Grosso entre os líderes nacionais em participação juvenil no mercado.
Apesar de ocupar o 4º lugar no país nesse quesito, ficando atrás de Santa Catarina (72,22%), São Paulo (68,12%) e Rio Grande do Sul (67,66%), o estado é o que apresenta melhor equilíbrio entre oferta de vagas e baixo desemprego, consolidando um cenário altamente favorável para a juventude.
O maior grupo etário é composto por jovens de 18 a 24 anos, que representam 40,30% (376.677 pessoas). Em seguida vêm os jovens de 25 a 29 anos, com 349.393 (37,41%), e os adolescentes de 14 a 17 anos, que totalizam 208.284 (23,29%).
A distribuição por setores econômicos reforça a força dos segmentos que mais absorvem mão de obra juvenil. O setor de serviços lidera com 39,26% das vagas (236.578 empregos), seguido pelo comércio, que responde por 33,53% (202.062). Juntos, os dois setores concentram mais de 72% das ocupações entre jovens mato-grossenses.
A indústria emprega 93.189 jovens (15,46%), a agropecuária 54.312 (9,01%) e o setor público 16.578 (2,73%).
A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Silva Vogel Lisboa, avalia que o cenário é resultado direto do dinamismo econômico de Mato Grosso.
“Esses números demonstram que Mato Grosso avança de forma consistente na criação de oportunidades para a juventude. Eles são fruto do constante incentivo e dos investimentos que o Estado tem realizado para ampliar possibilidades, diversificar a economia e fortalecer setores estratégicos. Trabalhamos para que os jovens encontrem aqui um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento profissional e à construção de futuro”, afirmou.
O estudo considera o conceito legal de juventude estabelecido pela Lei nº 12.852/2013, que engloba pessoas de 15 a 29 anos. Para fins de análise, a faixa foi ampliada a partir dos 14 anos, conforme previsão da Lei nº 10.097/2000, que permite o ingresso formal no mercado de trabalho como jovem aprendiz.
A publicação conclui que a combinação entre baixo desemprego, crescimento econômico e alta participação juvenil revela um ambiente dinâmico e estratégico para impulsionar o desenvolvimento do estado nos próximos anos.