CentroesteNews
25/07/2025
O estado de Mato Grosso apresentou, em 2024, o maior aumento proporcional nos casos de roubos e furtos de celulares em todo o país, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O estado registrou 10.906 ocorrências, contra 8.688 casos em 2023, o que representa um salto de 25,5%. Apenas o Tocantins também apresentou alta, porém com proporção significativamente menor.
O levantamento chama atenção para o fato de que, apesar da queda geral de 13% nas ocorrências desse tipo de crime no Brasil, Mato Grosso destoou da média nacional. No país, foram mais de 917 mil registros em 2024. Segundo o estudo, sábados são os dias com maior número de furtos, concentrando 18% das ocorrências, especialmente entre 10h e 20h. Já os roubos, que envolvem ameaça ou violência, ocorrem majoritariamente durante a semana, com pico entre 18h e 23h, e 80% deles são cometidos na rua.
A faixa etária mais afetada por esses crimes está entre 20 e 39 anos, tanto para roubos quanto para furtos. No caso dos furtos, homens e mulheres se dividem igualmente como vítimas (50% cada). Já nos roubos, os homens representam 59% das vítimas. As capitais com as maiores taxas são São Luís (MA), Belém (PA) e São Paulo (SP).
Apesar da alta em Mato Grosso, o Anuário mostra que o estado teve queda de 20,2% nos roubos em geral e redução de 19,1% nos furtos e roubos de veículos, o que revela uma disparidade entre os tipos de crimes patrimoniais.
Em relação à recuperação dos aparelhos, o cenário ainda é desafiador: apenas 1 em cada 12 celulares roubados ou furtados são recuperados, o equivalente a 8% dos casos. Mato Grosso, embora tenha iniciativas isoladas para combate ao problema, ainda não possui um programa estadual estruturado de recuperação de aparelhos, segundo o Anuário. Estados como Alagoas, Bahia e Maranhão já contam com políticas públicas mais abrangentes.
O relatório alerta que, apesar da queda nacional nos indicadores, a baixa taxa de recuperação de celulares evidencia dificuldades operacionais das polícias civis e limitações tecnológicas, apontando que esse deveria ser um ponto prioritário nas estratégias de segurança pública do país.