Pesquisadores identificaram restos fossilizados de um antigo antepassado da capivara, descoberta que ajuda a reconstruir a história evolutiva do maior roedor do mundo. O achado confirma que espécies relacionadas ao animal viveram há milhões de anos em um país da América Latina onde a capivara não existe nos dias atuais.
A descoberta chamou atenção da comunidade científica por mostrar que a distribuição geográfica desses roedores no passado era muito mais ampla do que se imaginava. Mudanças climáticas, transformações ambientais e alterações nos ecossistemas ao longo de milhares de anos podem ter contribuído para o desaparecimento da espécie nessa região específica.
As capivaras modernas são encontradas em diversos países sul-americanos, especialmente em áreas com rios, lagoas, pântanos e vegetação abundante. São animais semiaquáticos, altamente adaptados a ambientes úmidos e conhecidos pelo comportamento social em grupos.
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Os fósseis analisados permitem aos pesquisadores comparar estruturas ósseas, tamanho corporal e características dentárias, elementos fundamentais para identificar relações entre espécies antigas e atuais. Esses estudos ajudam a entender como roedores gigantes evoluíram e se espalharam pelo continente.
O país citado como único da América Latina onde atualmente não há capivaras nativas é o Chile. A descoberta reforça que, em períodos remotos, o território chileno já abrigou ancestrais do animal, antes de mudanças naturais alterarem a fauna local.
Especialistas destacam que achados paleontológicos como esse são importantes para compreender não apenas o passado das espécies, mas também os impactos que alterações ambientais podem provocar na biodiversidade ao longo do tempo.
Além do valor científico, a notícia desperta curiosidade popular, já que a capivara se tornou um dos animais mais conhecidos da América do Sul, presente em áreas urbanas, zonas rurais e amplamente associada à fauna brasileira.