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Bezerro mais caro pressiona pecuarista e eleva custo de reposição em 2026

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A compra de bezerros ficou mais cara para os pecuaristas brasileiros em 2026, aumentando o custo de reposição do rebanho e pressionando principalmente produtores que atuam nos sistemas de recria e engorda. Em alguns estados, já são necessárias até 20% mais arrobas de boi gordo para adquirir a mesma quantidade de animais em comparação ao ano anterior.

Levantamento da Scot Consultoria aponta forte valorização do bezerro em diferentes regiões do país. No Pará, a alta chegou a 20,4%, enquanto Maranhão e Tocantins registraram aumento de 19,8% no custo da reposição. O movimento acompanha a recuperação do mercado pecuário e a menor oferta de animais jovens em determinadas praças.

Na prática, isso significa que o produtor precisa vender mais boi gordo para recompor o plantel, reduzindo a rentabilidade em sistemas que dependem da compra de bezerros para posterior terminação. A relação de troca entre reposição e venda final é um dos principais indicadores observados no setor.

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Os segmentos de recria e engorda tendem a sentir mais impacto, já que operam com margens sensíveis às oscilações de preços. Quando o animal de entrada sobe mais rápido que o boi terminado, a lucratividade diminui e muitos produtores passam a rever estratégias de compra e venda.

Por outro lado, o cenário é mais favorável para quem trabalha com cria. Produtores especializados na produção de bezerros encontram um mercado mais aquecido, com melhora de preços e margens beneficiadas por custos de produção relativamente controlados.

Especialistas avaliam que esse movimento é típico dos ciclos pecuários. Após períodos de retenção de matrizes e redução de oferta, os bezerros tendem a valorizar, impulsionando receitas da cria e apertando as contas da recria e da engorda.

Outro fator relevante é a expectativa de demanda interna e externa pela carne bovina. Exportações aquecidas e consumo doméstico estável podem sustentar preços do boi gordo, amenizando parte da pressão enfrentada pelos invernistas.

O mercado seguirá atento ao clima, custo da nutrição animal, disponibilidade de pastagens e ritmo de abates ao longo do ano, variáveis que influenciam diretamente o comportamento dos preços.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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