A recuperação do consumo de combustíveis no Brasil começa a ganhar força em 2026, impulsionada pela melhora gradual da atividade econômica e pelo aumento do transporte de cargas nas rodovias. A avaliação é da consultoria StoneX, que aponta sinais positivos para o setor nos próximos meses.
Um dos principais indicadores observados foi o avanço de 7,5% no fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas durante o mês de março. O dado é considerado relevante por refletir diretamente o aquecimento da logística nacional, do comércio e da circulação de mercadorias entre regiões produtoras e centros consumidores.
Quando caminhões voltam a circular em maior intensidade, normalmente há aumento da demanda por diesel, principal combustível utilizado no transporte rodoviário brasileiro. O movimento costuma acompanhar expansão industrial, crescimento do agronegócio e maior ritmo de vendas no varejo.
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Outro ponto destacado no levantamento foi a produção nacional de diesel A, que registrou crescimento de 4,5% no primeiro trimestre do ano. O combustível, produzido nas refinarias antes da mistura obrigatória com biodiesel, é base essencial para abastecimento do mercado interno.
Com maior produção doméstica, a expectativa é de redução da necessidade de importações ao longo de 2026. Isso pode representar menor dependência externa, mais previsibilidade no abastecimento e redução da exposição a oscilações internacionais do petróleo e do câmbio.
Especialistas avaliam que o desempenho do setor de combustíveis funciona como termômetro da economia brasileira. Alta no consumo costuma indicar maior circulação de pessoas, retomada da indústria, crescimento do transporte e confiança empresarial mais elevada.
Mesmo com sinais positivos, o mercado segue atento a fatores que podem influenciar preços e demanda, como política de juros, ritmo do consumo interno, cenário internacional e custos logísticos. Tensões geopolíticas e variações no barril de petróleo também permanecem no radar.
Se a tendência de crescimento continuar, o setor energético pode desempenhar papel importante no fortalecimento da economia brasileira ao longo do ano, especialmente em áreas ligadas à produção, distribuição e infraestrutura.