O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que mudanças nas regras trabalhistas, como o possível fim da escala 6×1, somadas à elevada carga tributária, têm dificultado a rentabilidade das empresas no Brasil.
Segundo o executivo, o ambiente de negócios no país enfrenta desafios estruturais que acabam impactando diretamente a capacidade de investimento das companhias.
Insegurança e mudanças constantes preocupam setor
Werneck destacou que o chamado “vaivém” de medidas econômicas e regulatórias gera insegurança para o setor produtivo.
Para ele, alterações frequentes em regras trabalhistas e tributárias dificultam o planejamento de longo prazo, essencial para decisões de investimento, especialmente em setores industriais de grande porte, como a siderurgia.
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A previsibilidade, segundo o CEO, é um dos principais fatores para atrair capital e ampliar a produção no país.
Debate sobre o fim da escala 6×1
A possível mudança no modelo de trabalho conhecido como escala 6×1 — em que o trabalhador atua seis dias e descansa um — tem sido discutida em diferentes esferas.
Para empresários, a alteração pode elevar custos operacionais, principalmente em setores que dependem de produção contínua. Já defensores da medida argumentam que mudanças podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade no longo prazo.
Carga tributária segue como entrave
Outro ponto levantado por Werneck foi a carga tributária brasileira, historicamente considerada elevada e complexa.
Segundo ele, o sistema atual reduz a competitividade das empresas nacionais frente ao mercado internacional, além de impactar margens de lucro.
Impacto nos investimentos
De acordo com o executivo, a combinação de fatores — custo trabalhista, impostos elevados e instabilidade regulatória — pode levar empresas a adiar ou redirecionar investimentos.
Esse cenário afeta diretamente:
- geração de empregos
- expansão industrial
- crescimento econômico
Discussão mais ampla
O posicionamento do CEO da Gerdau se insere em um debate mais amplo sobre o ambiente de negócios no Brasil, que envolve reformas estruturais, simplificação tributária e modernização das relações de trabalho.
Especialistas apontam que o equilíbrio entre proteção ao trabalhador e competitividade empresarial é um dos principais desafios da economia brasileira.