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Empate técnico na largada: Quaest aponta Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41% no 2º turno

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O cenário eleitoral brasileiro ganhou mais um capítulo de tensão com a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, que aponta um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno para as eleições de outubro.

 

Pela primeira vez em meses, o petista voltou a aparecer numericamente à frente, com 42% das intenções de voto contra 41% do candidato do PL, uma diferença de apenas um ponto percentual que se mantém dentro da margem de erro de dois pontos.

 

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu mais de duas mil pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de maio e confirma o que os analistas já vinham observando: a disputa promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos.

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O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que este é o terceiro mês consecutivo em que os dois aparecem tecnicamente empatados, com movimentações que acontecem todas dentro da margem de erro.

 

O dado sugere que o eleitorado ainda não se definiu de forma consolidada e que a reta final da campanha será decisiva para inclinar a balança. Em dezembro, Lula chegou a ter uma vantagem de dez pontos sobre Flávio, mas essa diferença foi se dissipando mês a mês até chegar ao cenário atual de equilíbrio.

 

O que se vê agora é uma corrida onde cada movimento de campanha, cada anúncio de governo e cada crise política pode deslocar alguns pontos percentuais e mudar os rumos da disputa.

Um dos fatores que mais chama a atenção na pesquisa é o peso do eleitor independente, aquele que não se identifica nem com a esquerda nem com a direita e que representa cerca de um terço do eleitorado total. Entre esse grupo, o cenário está literalmente embolado: 35% dizem que não pretendem votar em um segundo turno entre Lula e Flávio, 31% escolheriam o senador e 29% votariam pela reeleição do presidente.

 

A margem de erro nesse recorte é maior, mas Felipe Nunes observa que, pela primeira vez desde janeiro, houve uma oscilação marginal em favor de Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa que vinha se desenhando. São esses eleitores, sem vínculos partidários definidos, que devem decidir a eleição nos próximos meses.

O levantamento também testou o desempenho de Lula contra outros possíveis adversários, e em todos eles o presidente aparece à frente. Contra Romeu Zema, do Novo, Lula marca 44% contra 37%. Contra Ronaldo Caiado, do PSD, a vantagem é de 44% a 35%. Já no confronto com Renan Santos, do Missão, a diferença salta para 45% contra 28%, uma vantagem de 17 pontos.

 

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%, enquanto Caiado e Zema aparecem empatados com 4% cada. Os números indicam que, embora a polarização entre PT e PL continue dominando o debate, há espaço para que outros nomes cresçam à medida que a campanha avança.

Para além das intenções de voto, a pesquisa revela movimentos importantes na avaliação do governo Lula. A desaprovação caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%, reduzindo a diferença entre os dois indicadores de nove para três pontos. A avaliação negativa do governo também recuou, passando de 42% para 39%, e a positiva subiu de 31% para 34%.

 

Esses números coincidem com uma série de anúncios feitos pelo governo nas últimas semanas, como o lançamento do programa Desenrola 2.0 para ajudar famílias endividadas, o plano de combate ao crime organizado e a revogação da taxa das blusinhas sobre compras internacionais de até cinquenta dólares. Para metade dos entrevistados, o Desenrola é uma boa ideia, e 48% acreditam que a iniciativa vai ajudar muito quem está no vermelho.

Outro dado relevante é a percepção sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos para o encontro com Donald Trump. Para 43% dos eleitores, o presidente saiu mais forte do encontro com o republicano. Em relação à continuidade do mandato, 55% ainda acham que Lula não deveria ter um novo mandato, mas esse número caiu em relação aos 59% registrados em abril, enquanto 41% avaliam que ele merece seguir como presidente, ante 38% no mês passado.

 

A pesquisa também perguntou sobre o que mais assusta o eleitor: 44% disseram temer mais a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% apontam a reeleição de Lula como o pior cenário possível. Sete por cento afirmaram ter medo de ambas as possibilidades.

Com 63% dos entrevistados afirmando que sua decisão de voto já é definitiva e 37% ainda abertos a mudanças, a reta final se anuncia como uma batalha de convencimento nos detalhes.

 

O que a Quaest mostra é que o Brasil chega a maio de 2026 com uma eleção em aberto, onde o peso das ações de governo, a capacidade de mobilização dos candidatos e o humor do eleitor independente serão os verdadeiros protagonistas dos próximos meses.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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