A previsão do tempo para este fim de semana indica atenção redobrada para moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a combinação de sistemas atmosféricos e o fortalecimento do fenômeno climático El Niño deve favorecer a ocorrência de chuvas intensas, rajadas de vento, descargas elétricas e até queda de granizo em diversas áreas.
O alerta ganha ainda mais relevância após a confirmação de que o El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico. Dados divulgados pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em parceria com a Nasa, apontam que o fenômeno pode ganhar força nos próximos meses e atingir intensidade elevada durante a primavera de 2026.
Centro-Oeste terá chuva em todos os estados
Na região Centro-Oeste, a previsão aponta chuva para todos os estados e também para o Distrito Federal nesta sexta-feira (12). Os maiores volumes devem ocorrer entre a manhã e a tarde em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Em Mato Grosso, as instabilidades podem provocar pancadas fortes, acompanhadas de raios e ventos intensos em várias localidades. Já em Mato Grosso do Sul existe possibilidade de ocorrência de granizo principalmente entre as áreas centrais, norte e leste do estado.
Para o sábado (13), a chuva continua presente em toda a região. Os maiores acumulados devem se concentrar entre Mato Grosso, a região do Vale do Aporé, na divisa com São Paulo, e Goiás. No Distrito Federal e no centro goiano, a tendência é de precipitações mais fracas e isoladas.
Sul enfrenta temporais e risco de ciclone extratropical
Os estados da região Sul seguem sob influência de fortes instabilidades. Embora a intensidade das chuvas diminua gradualmente ao longo desta sexta-feira, ainda há previsão de pancadas acompanhadas de trovoadas em diversas áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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Os acumulados podem variar entre 15 e 60 milímetros em apenas 24 horas, além de rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil mantém atenção para a formação de temporais associados ao avanço de uma frente fria e de um sistema de baixa pressão que pode evoluir para um ciclone extratropical sobre o oceano.
No sábado, as instabilidades começam a se afastar, mas ainda podem provocar chuvas fracas e isoladas, principalmente nas áreas litorâneas. Também há previsão de geadas em pontos do Rio Grande do Sul e do Paraná, além da formação de nevoeiros durante a madrugada.
Sudeste terá temporais e possibilidade de granizo
A região Sudeste também permanece sob alerta. Áreas do oeste e sudoeste de São Paulo podem registrar temporais acompanhados por raios, ventos fortes e queda de granizo.
As instabilidades avançam ainda para o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, favorecendo pancadas de chuva ao longo do dia.
No sábado, os temporais continuam principalmente no território fluminense e em áreas próximas às divisas com Minas Gerais e Espírito Santo. A tendência é de enfraquecimento das chuvas durante a tarde.
Norte segue com pancadas isoladas
Na região Norte, áreas de instabilidade favorecem a ocorrência de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas.
Os maiores volumes são esperados para o noroeste do Amazonas, onde há possibilidade de chuva intensa. O sul do Pará também pode registrar acumulados expressivos.
Em contraste, Tocantins deverá manter tempo firme, com predomínio de sol e ausência de precipitações significativas.
Nordeste terá chuva apenas na faixa litorânea
No Nordeste, as precipitações devem se concentrar principalmente na faixa costeira entre o Maranhão e o norte de Alagoas, com ocorrência de chuvas isoladas.
Nas demais áreas da região, o tempo permanece seco e quente, com temperaturas que podem alcançar os 36°C em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
El Niño pode influenciar o clima nos próximos meses
Meteorologistas acompanham com atenção a evolução do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Historicamente, o evento altera os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta, incluindo o Brasil.
Caso o fenômeno alcance a intensidade projetada pelos centros internacionais de monitoramento climático, os impactos poderão ser sentidos durante a primavera e o verão, influenciando a distribuição das chuvas, elevando temperaturas e aumentando a frequência de eventos meteorológicos extremos em algumas regiões do país.