CentroesteNews
10/09/2025
Mesmo fora do período considerado pandêmico há bastante tempo, a Covid ainda circula e continua fazendo casos no Brasil. Nos últimos tempos, inclusive, os números de contágio entre crianças com menos de dois anos e idosos acima dos 60 têm sido significativos.
Provavelmente, o fato de se perceber e internalizar a diminuição do risco faz também com que as pessoas se cuidem menos e adiram menos à vacinação. Como resultado, a exposição aumenta e os números de hospitalizações por Covid crescem, especialmente entre grupos de riscos como pacientes com comorbidades, idosos e crianças.
Em Mato Grosso, por exemplo, entre 1º de janeiro e 28 de agosto de 2025, foram registrados 11.433 casos confirmados de COVID-19. Desses, foram 301 casos em crianças menores de 1 ano, um número bastante significativo embora não se tenha registro de óbitos nesta faixa etária. Por outro lado, o estado contabilizou 23 óbitos confirmados no período, sob condições diversas, segundo a Secretaria de Saúde.
Mesmo com esses registros, a cobertura de vacinação no Mato Grosso está bem abaixo do esperado. Quando o assunto são as crianças, por exemplo, até o final de agosto, a cobertura era de 0,67%. A propósito, essa é uma taxa bem preocupante considerando a meta de 95% do estado.
Apesar de os números de contágio terem diminuído, as consequências da Covid podem se estender ou aparecer meses depois. Assim, os pacientes podem apresentar sequelas como fadiga, dificuldade de concentração e falta de ar mesmo após a doença ir embora. E essa é mais uma razão para se estabelecer cuidados e prevenir o contágio.
Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), é importante estar atento à cobertura vacinal. Especialmente os pais de crianças pequenas devem se preocupar com a adesão a fim de diminuir ao máximo a vulnerabilidade dessa faixa etária.
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